domingo, 23 de novembro de 2008

EU SOU




Bailarina. A minha alma rejubila. Com as formas, a elegância, a majestosidade do ballet e o rigor, pois, o rigor da matemática e da geografia. No corpo, na aura. Foi o que fiz em miúda: a ginástica no SLB, o yoga em casa por auto-recriação. Comecei cedo. Depois os pais, a vida retirou-me isso, sem querer apontar o dedo a ninguém. Está tudo bem. Ficou-me na pele, no corpo, na cara. Na vontade.

Cantora. A música toca-me na alma, o som é divino, expressão da nossa respiração. Foi a relação mais longa da minha vida: 9-10 anos no Coro. Porque gosto de cantar.

Escritora, poeta, filósofa e não distingo as três. E gosto de escrever para crianças, para A Criança. Sorrio por dentro. Imaginação, idealista e crente em Deus, quero assim, de forma lúdica e engraçada, passar sua mensagem.

Música. Toco violino... ainda não, mas aprendo o ritmo, a disciplina e a precisão. Sou aprendiz da vida... constantemente desafino mas amo sempre.

Cozinheira. Doces são a minha preferência e assim o fazia já bem miúda, frente às imaginárias cameras de televisão.

Contadora de contos. Curadora. Actriz...

Comunicadora inata. Estudo Ciências da Comunicação. Mas comunico com e pelo coração. De ciência não posso decorar, mas sou bem exacta no meu sentir e expressar, que às vezes explico melhor calada.

É que também sou pausa, silêncio.

SOU.
EU
SOU.

é tudo e mais nada.

mas nem sempre o que vai dentro, deixamos viver cá fora. Sempre foi assim,,, e agora, é diferente? Pelo menos há (eu) quem tente!
:-)

Alguém tem PINK MARTINI?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A Clinica


Clinica de Cura Integral

Promoção de abertura: Para fazeres parte da lista de clientes d'A Clinica, basta enviares o teu nome, através deste site, telefone ou e-mail e motivação para a cura.

Modo de funcionamento: O agendamento fica a cargo dos agentes d'A Clinica. Ao enviar(es) o nome, pode(s) referir qual a motivação para a sessão.
Para situações extra-ordinárias, pode(s) contactar-me pessoalmente.

Donativo sugerido: Fé, Luz e Amor *

domingo, 21 de setembro de 2008

A borboleta Alberta e a lagarta Marta, o conto

Sorria a borboleta Alberta entre flores a dançar. Saboreava a recente descoberta, ter asas e poder voar. Uma verdinha lagarta encontrou numa amoreira, era a sua amiga Marta que estava numa grande choradeira.

Tentando animar a infeliz criatura, Alberta pôs-se a entoar as notas da partitura, tons e sons bem afinados repetidos nos lanches partilhados: “Nhac nhac nhac folhas com conhaque, nhic nhic nhic viva este picnic, nhuc nhuc nhuc”... “Como sabes essa canção?” - interrompeu Marta intrigada, “que fiz com a minha amiga que faleceu.”

- Sou eu! A tua amiga Alberta! Aquela por quem choras não está morta, mas bem desperta! Já morei onde moras Marta, mas em breve também voarás e comigo dançarás. Espera algumas luas para teres um par de asas tuas e verás.
- Julgas que sou alguma larva?! Eu não sou nenhuma parva! A Alberta morreu, era assim verde como eu, talvez um pouco mais gordinha... Chamas-me Marta, mas nunca fomos apresentadas e eu estou a ficar farta de conversas mal paradas.
- Mas Marta, sou eu, a Alberta!
- A que me livrou de morte certa?
- Sim, quando o pássaro Álvaro, zangado fez aquele voo rasgado.

Marta conhecia bem a história, mas não, não podia ser.
- Não és a Alberta. Acabou-se a discórdia, nem há mais nada para dizer.
Alberta insiste: “Sei que é difícil acreditar, nem eu podia crer, quando saí da casa que me viste fazer, tinha asas com cores e podia voar. É a mais pura verdade, acredita,
nunca te iria enganar.”
- Peço-te uma vez mais que te vás! Sou lagarta mas tenho o meu orgulho. Sai, vai-te embora, deixa-me em paz.
Alberta sabe que há um tempo para respeitar, mas antes de se ir embora ainda sussurra: “espero-te depois do último luar, para juntas podermos voar.” Sabe que Marta só vai acreditar quando numa borboleta se transformar.

Exausta e enjoada, Marta lagarta até se esquecia da comida que tanto gostava. Para se entreter, resolveu tecer com rapidez desconhecida, uma casa à prova de som e bem camuflada. Quentinha e aconchegada na sua nova morada, a lagarta sossegou e adormeceu num sono muito profundo.
Passaram as luas até que o sol a acordou. Marta fica espantada ao ver que numa borboleta se tornou. Entendia agora a liberdade e a poesia de que Alberta falara naquele dia. Afinal era mesmo ela e estava viva! Marta sorria entre flores a dançar, quando ao longe escutou uma lagarta a chorar.

Elisabete Nunes (Miriam), in "50 histórias de quem foi criança"

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A borboleta Alberta e a lagarta Marta, o lançamento



A borboleta Alberta e a lagarta Marta e o seu conto vão ganhar vida, cor e cheiro através do livro "50 contos de quem foi criança", a ser lançado no dia 18 de Outubro no céu azul da fantasia e, voando muito muito alto, alegrar e amar crianças e adultos.

É uma obra da qual sinto incalculável honra em participar e integra contos inéditos de personalidades portuguesas de renome e que reverte a favor da Fundação Rotária.

Muito bem hajas Amiga Inês pela oportunidade e incentivo.
Grata aos Amigos André, Carmo e Vanda.

Mil bençãos e aquele abraço!

Espera em acção

Regresso a Lisboa.
Volto à minha calma casa no Campo.... Grande, junto ao verde... do estádio de Alvalade... devo estar cada vez mais perto de viver mesmo na Natureza e através dela :-) ehehe

Disperso com os milhares de caminhos e possibilidades que fabrica a minha mente, mas minha alma permanece clara. Não há confusão. Já conheço a minha direcção. 

Agora, trata-se de prestar atenção, esperar o melhor e atirar-me! Esperar me acção. Prestar atenção, é concentrar, ver os sinais, sentir e saber o momento certo; esperar pelo melhor, visualizar o objectivo, confiar no sucesso e só depois disto agir!

Estou pronta e atenta a esse momento certo. A cura e as terapias, é esse o meu caminho. Sou um canal de cura, Sou Miriam. Sei o que quero fazer e onde quero ir, e isso já é uma graaaaande conquista. Aguardo em escuta o momento certo de agir. E depois de saber e confirmar, logo escrevo para contar :-)

*** Mil bençãos ***

firewalker vs viga de aço

Depois de dobrar a viga de aço com a minha amiga Larissa, caminhar sobre as brasas foi brincadeirinha.

E foi assim que tudo começou
Entrei na sala para o workshop de dança e afinal estava num curso de firewalker (caminhante do fogo). A palavra saiu da boca de Kalid e arregalei os olhos. "Firewalker? então não estou no workshop de dança?" - pensei, e rematei "bem, se calhar é aqui que tenho de estar. afinal não há coincidências não é?" Verifiquei-me e senti-me estar no local certo e permaneci sentada, escutando as instruções e anteriores experiências. 
Fase 2
Saímos para a rua, já é de noite. Acedem a fogueira e converso com o fogo, que me diz: "Foste convidada para estares aqui. Se caminhares no fogo muito bem, se não muito bem." Entendi. Estou perante uma iniciação que racionalmente não posso entender.

Antes de iniciar a caminhada, os xamãs exemplificam um outro exercício. Duas pessoas que dobram uma viga de aço, estando esta somente segura na cavidade molinha que temos na garganta. Eu e Larissa, frente a frente, à distância da barra de aço empoleirada nas nossas suaves cavidades, cerca de 2 metros. 3,2,1, pay attention, expect for the best and go for it!! e fomos e abraçamo-nos e dobramos a viga de aço.

acreditam? percebem? eu não, mas aconteceu, foi real!!!

o firewalker foi a seguir, queimei-me na segunda vez que passei no tapete de brasa e sei porquê, não era o momento e eu já sabia. mas fui, então queimei. Viva o professor fogo! 

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Feliz e Grata

Vivo felizes e abençoados dias

Sou a vencedora do VII Concurso Literário Rosa Araújo, com o conto: "Psst, Psst, cima ou baixo? A Trofa no grande livro dos relatos secretos das pestanas." As ilustrações foram do João Brilhante. Um trabalho em conjunto que resultou! Mas o júri atribuiu o prémio ilustração a outra concorrente que, agora desenhará o conto premiado... o meu! só para lembrar! eh!

Sou criadora-voluntária no sacred fire (fogo sagrado) do festival Boom. Criamos formas geométricas harmoniosas e plantamos cores, sabores e movimentos. Acordo ao nascer do sol. A picareta, a enxada, sacho, ancinho, são as novas palavras, sempre acompanhadas das luvas. Descansamos na sombra quente, depois do almoço e voltamos à terra. Quem é da terra. Há quem construa casas com fardos de palha, crie o sistema de rega automática, imagine quartos e sala, caminhos e homenagens. 

Hoje descanso das viagens. Amanhã espero voltar à minha casa, lar doce lar, agora em forma de tenda armada! 

Sou feliz e grata.

Anicca anicca anicca *
* Pali. significa a impermanência.
3 leis da vida: anicca, dukka e anatta, ou seja, tudo é impermanente, a fonte do sofrimentos e tudo é não-eu

domingo, 1 de junho de 2008

viagem no tempo

Voltamos
Ida e volta
Agora e sempre
Geramos o fogo
Eterno e quente.
Magia? ou serpente?

Ninguém sabe
Oh...!

Tudo pára
Em nós (para mim)
Mudo o rumo
Perco a direcção...
Ou o coração?